No trabalho do dia a dia, encontrei o jornal do Agrupamento de Escolas de Valpaços que se intitula “Jornal Expressões”. Fiquei motivada para despertar as minhas emoções no rabiscar deste texto.
Ao longo da minha profissão, o meu contributo enquanto docente, dentro e fora da sala de aula, acaba sendo muito além da docência, passando, como se diz, “do oito para o oitenta”. Já com alguns anos de experiência no ensino básico, atrevo-me a dizer que nós, os profissionais de educação, somos vistos como referência comportamental diante dos alunos, em relação a atitudes, sentimentos e emoções.
No decurso da minha carreira, tenho feito formação contínua a qual me tem sido muito útil na aquisição das competências necessárias com o propósito de aprimorar a prática pedagógica. A cada dia, observo situações para as quais, por vezes, sinto que não estou preparada. A inteligência emocional de que tanto se tem vindo a apregoar, surge, para mim, diante este cenário, como um porto de abrigo, forçando-me a analisá-la com sabedoria. É na sala de aula que o professor poderá estabelecer um canal bastante profícuo e compreensível para estimular a interação equilibrada dos sentimentos. No dia a dia, os alunos oferecem ao professor uma mão cheia de surpresas, que devem ser vistas como uma oportunidade de potencializar o controlo emocional e identificar pontos de melhorias. O ritmo intenso a que o professor é sujeito requer agilidade no processo de organização das aulas, preparação das mesmas, diferenciação, avaliações, lançamento de notas, projetos, e muitas outras atividades que às vezes o tiram da necessária autoavaliação comportamental.
Um clima benéfico para a aprendizagem deve pautar-se nas relações de respeito, equidade, confiança, cooperação e entusiasmo entre docentes/discentes e a respetivas lideranças, levando tempo, a que cada professor o possa descobrir…
Prof.ª Manuela Chaves